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Pesquisa “Varejo com Causa” revela imagem mais positiva das empresas que impulsionam doações

O estudo Varejo com Causa: como redes varejistas impulsionam doações no Brasil encomendado pela Editora MOL, o Movimento Arredondar e a consultoria CAUSE – três organizações que conectam marcas a causas e ONGs – evidencia a importância dos estabelecimentos comerciais no fortalecimento da cultura de doação e no impacto das ONGs no país.

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Com empresas sendo cada vez mais questionadas e cobradas sobre seu papel social, os dados levantados confirmam que apoiar causas faz bem para a imagem do varejo: 77% dos consumidores entrevistados pelo estudo têm uma imagem mais positiva das redes que oferecem mecanismos para facilitar doações.

A pesquisa foi dividida em duas fases: a primeira consistiu em um mapeamento de mecanismos de doação entre os varejistas, considerando o ranking 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro 2020 da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), além de um complemento amostral de empresas que já adotam mecanismos de doação na loja. Entre as 278 empresas mapeadas, as campeãs de ações de doação no caixa são drogarias (78%) e supermercados (52%), que afirmam apoiar causas sociais disponibilizando a venda de produtos sociais ou convidando clientes a arredondar o valor da compra e doar o troco. Em contrapartida, lojas de departamento e eletromóveis não possuem praticamente nenhuma iniciativa de doação oferecida aos clientes.

Já na segunda fase, foi realizada uma pesquisa quantitativa online na plataforma da MindMiners com 600 consumidores, sendo 400 doadores e 200 não doadores. Os dados encontrados destacam grande preocupação com problemas socioambientais (74%) e a percepção de que, depois do governo, indivíduos e empresas devem contribuir com a solução desses problemas. É nesse cenário que as redes varejistas podem protagonizar ações sociais.

“Os dados mostram, pela primeira vez, que o varejo não só impulsiona doações, como reforça o papel dos clientes nessa iniciativa”, destaca Monica Gregori, sócia-diretora da CAUSE, consultoria que conecta marcas com o terceiro setor. “Tanto doadores como não doadores enxergam as empresas que possuem mecanismos de doação como grandes facilitadoras no apoio das causas.”

Consumidor mais consciente

Ações de doação no varejo também impactam diretamente o relacionamento das empresas com seus clientes: quando questionados se voltariam a fazer compras em lojas que possibilitam doações, 81% dos consumidores responderam que isso seria provável ou muito provável. A probabilidade de voltar a fazer compras na loja que disponibiliza mecanismos de doação é ainda mais alta mesmo entre os consumidores que já fazem doações (89%) em comparação aos não doadores (73%).

“A doação no caixa é um gesto rápido e simples, de baixo atrito”, diz Rodrigo Pipponzi, cofundador e CEO da Editora MOL, negócio de impacto que vende produtos sociais em grandes redes varejistas desde 2008. “A pesquisa comprovou o que já sabíamos pela nossa experiência: fazer uma microdoação na hora do pagamento agrega valor à experiência do consumidor e à reputação do varejista.”

Cenário favorável para doação

O levantamento mostra, ainda, que 78% dos não doadores declararam que passariam a doar caso existissem mecanismos facilitadores para doações na loja. A maioria dos entrevistados afirma não se incomodar com a abordagem – presencial ou online – para doar ao finalizar uma compra.

Além disso, 48% dos doadores gostam de saber que podem ajudar e acham importante o convite, enquanto 18% acham a abordagem normal ou não se sentem incomodados. Já entre os não doadores, essa receptividade chega a 59%. No entanto, 14% disseram que não efetuaram nenhuma doação porque não foram abordados.

“As pessoas querem ser solidárias, mas precisam de um processo fácil, seguro e transparente”, diz Beatriz Bouskela, diretora-executiva do Movimento Arredondar, ONG que apoia o terceiro setor mobilizando microdoações de centavos de troco. “As empresas podem – e devem – abrir possibilidades para que seus clientes contribuam com causas socioambientais, todos os dias, ao fazer uma compra.”

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