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Para evitar efeito Trump, Brasil e França lutam contra inimigo comum

Presidente Donald Trump em foto para a Revista Time em 2016, quando foi eleito a pessoa do ano: eleição influenciada por fake news (NADAV KANDER/TIME)

2018 mal começou e já temos uma guerra internacional declarada – contra a boataria.

Nesta semana, Brasil e França divulgaram medidas para combater as notícias falsas. Para refletir sobre os danos causados por elas, elegemos o Combate às Fake News como  Causa da Semana.

Por aqui, a Polícia Federal cria grupo de trabalho para combater as fake news. O grupo, que é formado por um delegado, um agente e um perito criminal federal, deverá trabalhar com técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Procuradoria Geral da República (PGR).   

Com a equipe, a PF busca propor uma legislação específica para combater as fake news. Um projeto deve ser enviado ao Congresso antes das eleições, para que a lei seja aplicada já durante o pleito de 2018.  

Outra batalha da cruzada contra os boatos é travada na França, onde o presidente Emmanual Macron anunciou, na quarta-feira (3), a criação de um projeto de lei para combater notícias falsas.

Em discurso, Macron fez referência direto aos veículos russos Russia Today e Sputnik, a quem acusou de ser “órgãos de influência” e de promover “propaganda mentirosa”.

As medidas geraram críticas da líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen:

No mundo todo, propostas dessa natureza retomam um debate iniciado após a eleição de Donald Trump nos EUA. Há indícios de que as notícias falsas tenham influenciado a vitória do republicano.

De acordo com investigação realizada pela Comissão de Justiça do Senado, cerca de 126 milhões de usuários do Facebook podem ter tido acesso ao conteúdo produzido por operadores russos durante a campanha.

Em seminário no mês de dezembro, o ministro Luiz Fux, que assumirá o TSE em fevereiro, afirmou que notícias falsas “efetivamente podem influenciar negativamente uma candidatura legítima”.

É nítido que as redes sociais e as novas plataformas de distribuição de conteúdo facilitam a troca de informações e conhecimento. O grande dilema atual, no entanto, é frear os efeitos colaterais de tamanha liberdade.

Um dos grandes debates atuais é como fazer isso sem ferir a liberdade de expressão. Não há solução mágica. A velocidade com que novas tecnologias surgem para disseminar notícias (para o bem e para o mal) impõe um novo desafio à democracia.

Cabe a nós, como sociedade, blindar o debate público daquilo que é nocivo – e saber separar, a todo momento, o joio do trigo.

Cause

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