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Mais de 60% das cidades brasileiras não têm um plano para este direito básico

Um monitoramento realizado pelo IBGE e divulgado esta semana nos lembrou como ainda precisamos avançar em questões primárias no Brasil.

Por isso elegemos um direito básico, o Saneamento Básico Digno, como a Causa da Semana.

A pesquisa mostrou que apenas 38,2% do total de municípios brasileiros têm uma política de saneamento. Outros 24,1% têm planos estavam em processo de elaboração.

O levantamento é feito pelo IBGE desde 2011, um ano depois da publicação do decreto que regulamentou a Lei Federal do Saneamento Básico. Ela também estipulou que municípios sem uma política para a questão ficarão sem repasses do governo federal para a área a partir de 2020.

As consequências são inúmeras – e em áreas muito importantes para o cidadão. Quer um exemplo? Mais de 30% dos municípios do Brasil tiveram uma endemia ou epidemia associadas a problemas de saneamento básico – como dengue, diarreias ou verminoses. Sim, estamos falando de 2018, por incrível que pareça.

Outro alerta vem do meio ambiente: a maioria dos municípios não têm licença ambiental para o sistema de esgoto, algo essencial para orientar ações de descarte de lixo e o manejo de resíduos sólidos.

Em ano de eleições, é sempre vital ficar atento ao que os candidatos têm a dizer sobre questões que já deveriam ter sido resolvidas há tempos – mas que vergonhosamente ainda estão em aberto.

Um jeito de se envolver individualmente é checar as propostas para saneamento básico, um tema cujas consequências ainda são nebulosas para a maior parte dos brasileiros.

Se não por empatia pelos brasileiros que vivem em condições extremas, que o alerta sirva pelas econômicas: doenças ligadas à falta de saneamento básico custaram cerca de 100 milhões de reais ao SUS só em 2017. Motivos para prestar atenção ao tema definitivamente não faltam.

Cause

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