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Já ouviu falar em marketplace de causa? Conheça a incrível história da charity:water

 

Projeto para instalação de sistema e poços de água em escola do Camboja (Crédito: Reprodução)

 

Após uma viagem à Africa, o empreendedor americano Scott Harrison se viu diante de um dilema: como mobilizar mobilizar cidadãos a ajudar as 663 milhões de pessoas sem acesso à água potável no mundo?

O desafio parecia intransponível Harrison olhava ao redor. Em suas pesquisas, ele descobriu que 42% dos americanos desconfiam de projetos de filantropia – e 70% acham que é desperdício de dinheiro.

Durante sua palestra na NRF Retail’s Big Show, que acontece essa semana em Nova York, ele contou como reverteu esse cenário a partir da criação de marketplace de doadores para a causa da água, a charity:water.

A proposta é simples: conectar pessoas engajadas com a causa da água a organizações comprometidas em solucionar esse problema.

Qual foi a grande sacada para, em apenas 11 anos de atuação, ter conseguido mais de 1 milhão de doadores únicos, 24 países beneficiados e mais de 8 milhões de pessoas assistidas?

A CAUSE esteve na palestra do fundador da charity:water e conta tudo pra você. Confira:

1) 100% do dinheiro é revertido para a causa

Harrison criou um modelo de negócios em que grandes doadores e fundações bancam todos os custos fixos da charity:water, que precisa pagar o pessoal e investir em marketing para atrair doadores “gente como a gente”.

Dessa forma, 100% do que é arrecadado pelos doadores individuais é revertido paras as organizações parceiras. Sem deduções, porcentagens ou letras miúdas.

 

2) Você sabe exatamente pra onde seu dinheiro vai – de verdade

Na charity: water, transparência é lei: todas as organizações apoiadas passam por auditorias que ficam disponíveis no site e redes sociais da charity:water.

Além de exibir no site e redes sociais os beneficiados, há um mapa em que são colocados os projetos desenvolvidos. Dá pra saber direitinho quem você está ajudando.

Projeto para levar água a 5 aldeias em Wondo Genet, na Etiópia (Crédito: Reprodução)

3) Propaganda é a alma do negócio

Harrison identificou a necessidade de uma marca forte, bonita e atraente – o que fica bem claro logo na página inicial da organização – e de investimento em mídias sociais para comunicar aquilo que estava sendo realizado.

Deu resultado: a organização conta com 1,5 milhões de seguidores no Twitter e 355 mil curtidas em sua página no Facebook.

“Todo mundo gosta de mostrar que ajuda uma causa humanitária. Uma marca forte e transparente atende aos anseios de quem doa”, disse Harrison em sua palestra.

 

4) Grandes aliados são muito importantes

Mesmo com investimentos em marketing, a charity:water buscou parcerias com grandes varejistas, como Saks e Nautica, para expandir seu alcance.

Mas o grande desafio está nas parcerias menores, mas igualmente importantes. Estabelecer uma relação de confiança com o doador pessoa física – e mostrar a importância de cada centavo arrecadado – é uma das maiores preocupações da charity:water.

Segundo Harrison, 35% dos doadores são motivadas por culpa e 53% não lembram da caridade que fizeram. “Fazer as pessoas repensarem a caridade é, sem dúvida, um dos nossos principais objetivos para manter parcerias duradouras com nossos doadores”, disse Harrison à plateia da NRF Retail’s Big Show.

Cause

Somos um time multidisciplinar de profissionais das áreas de Administração, Antropologia, Ciência Política, Design, Gestão Pública, Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade. Propomos um olhar integrado a partir dessas competências para promover as causas em que acreditamos.