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Causa da Semana vem da Argentina e da Rússia. Saiba qual é

Torcedores bandeira LGBT durante o primeiro jogo da copa (Crédito: Farenet) / Manifestantes pró-descriminalização do aborto estendem lenço que virou símbolo do movimento ( Crédito: Viojf)

O direito individual de decidir o que fazer com o próprio corpo  foi reafirmado em episódios em dois países muito distantes, a Argentina e a Rússia, nos últimos dias.

Para discutir seus reflexos, escolhermos a LIBERDADE INDIVIDUAL como a Causa da Semana.

Nosso país vizinho fez história na última quinta-feira (14), quando a Câmara de Deputados votou pela descriminalização do aborto.

A decisão teve forte influência dos movimentos que lutam pela vida das mulheres no país.

O resultado foi comemorado de forma emocionada por manifestantes que ocupavam a Avenida de Mayo, em Buenos Aires.

A pauta segue agora para o Senado. Embora ao longo dos últimos dias tenha se manifestado “a favor da vida”, o presidente Mauricio Macri disse que o debate foi histórico e que não vetará a decisão do Congresso, caso ela seja pela descriminalização.

Do outro lado do mundo, o que chama a atenção é o alerta para a repressão da população LGBT. Com o início dos jogos da Copa do Mundo da Rússia, campanhas como a  #Rainbowcup vêm ganhando as redes sociais como forma de protesto pelas leis que inibem a liberdade sexual no país.

Curiosamente, também veio da Argentina uma das principais manifestações de repúdio à repressão.

A emissora esportiva TyC Sports teve que tirar do ar um comercial em que, falando sobre demonstrações de afeto e celebração entre jogadores, direcionava a Putin a mensagem “Se para o senhor o amor entre homens é uma doença, estamos muito dientes. E avisamos. É contagioso”.

A Embaixada Russa enviou ao diretor de programação do canal, Pedro Freire, uma carta de repúdio à peça.

No Brasil, o posicionamento foi diferente – e bem menos combativo. Na última quinta-feira, 7, o Itamaraty e o Ministério do Esporte chegaram a lançar um guia com recomendações aos torcedores e um alerta especial à comunidade LGBT: é melhor evitar demonstrações públicas de carinho na Rússia, como beijar e andar de mãos dadas.

No país, há uma lei que proíbe manifestações LGBT em locais públicos onde crianças possam estar presentes. A pena prevê multa e deportação.

Os dois episódios são uma oportunidade de reflexão sobre o direito dos indivíduos de decidir o que é melhor em seu foro íntimo.

Embora opiniões contrárias sejam positivas em ambientes democráticos, todo e qualquer aceno à intolerância deveria ser repudiado.

No balanço da semana, a Argentina já saiu na frente.

 

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