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A Causa da Semana é um dos pré-requisitos para o Brasil virar uma potência global

Ranking da inovação: pesquisa é realizada anualmente e ajuda a nortear políticas públicas dos países avaliados (Crédito: Getty Images)

Nesta semana, saiu o ranking global e inovação.

Apesar da melhora de 5 posições, o Brasil ainda tem muito a avançar – e por isso elegemos INVESTIMENTO EM INOVAÇÃO como Causa da Semana.

O índice global calculado pela Universidade Cornell em conjunto com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Nele, ocupamos a 64ª posição entre 126 países. América Latina, ficamos em 6º entre as 18 nações avaliadas.

Nosso avanço se explica pela melhora em áreas como pesquisa universitária e industrial e no aumento de trabalhadores altamente especializados.

Mas a grande novidade é a entrada da China no grupo dos 20 países mais inovadores. Para Francis Gurry, diretor-geral da OMPI, o avanço chinês é resultado de uma visão estratégica.

“A rápida ascensão da China reflete uma direção estratégica da alta liderança para o desenvolvimento de capacidade de classe mundial em inovação e para mover a base estrutural da economia para indústrias mais intensivas em conhecimento que dependem da inovação para manter vantagem competitiva”, disse Gurry ao jornal The New York Times.

De acordo com o relatório, o Brasil ainda tem dificuldade de traduzir seu investimento em inovação em resultados concretos –– basta observar que, embora sejamos o 23º país que mais gasta com educação proporcionalmente a seu PIB, ocupamos uma vergonhosa posição no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA).

Falta de políticas e investimento de longo prazo, burocracia no ambiente de novos negócios e pouco investimento em infraestrutura também foram alguns dos fatores apontados como deficitários por aqui.

Em uma época em que, entre os maiores bilionários do mundo, três vêm do setor de tecnologia, fica claro onde precisamos olhar com mais cuidado para os caminhos da inovação. Conforme a economia global se dinamiza, o Brasil vai ficando para trás.

Como já havia sido apontado em um relatório do Fórum Econômico Mundial divulgado no começo do ano, para se firmar como potência da nova ordem global, o Brasil precisa aprimorar as políticas de inovação e pesquisa e permitir que empresas tenha acesso a tecnologia e ofereçam produtos de qualidade, competitivos diante da economia mundial e dos novos mercados.

Mais do que posições no ranking, está na hora de avançarmos em resultados concretos.

Cause

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