Rock in Rio prova que música é MUITO mais que entretenimento

Gisele Bündchen na abertura do Rock in Rio: apelo em favor da sustentabilidade (Facebook Rock in Rio)

A edição de 2017 do Rock in Rio, que começou no dia 15 e acaba neste domingo (24), tem reforçado o papel provocador da música – e é uma prova de que o festival vai muito além do entretenimento.

É por isso que elegemos A MÚSICA COMO UM ATO POLÍTICO a nossa Causa da Semana.

O caráter engajado do evento ficou claro logo na abertura, quando a modelo Gisele Bündchen fez um emocionante discurso para lançar o projeto mundial Believe Earth/Amazônia Live, que apoia a causa da sustentabilidade.

No domingo (17), o show de Alicia Keys teve tom de protesto em defesa da Amazônia. A apresentação contou com participação de Sonia Guajajara, representante indígena que pediu apoio popular para barrar o decreto que extingue uma reserva na área amazônica. Recentemente, o governo brasileiro voltou atrás na decisão que acabava com Nacional de Cobre e Seus Associados (Renca).

Outro tema que tem tomado as apresentações do Rock in Rio é a diversidade. Ao subir ao Palco Mundo com a cantora americana Fergie, a cantora Pabllo Vittar entrou para a história do evento como primeira drag queen a se apresentar no Rock in Rio.

No domingo (17), Liniker, Johnny Hooker e Almério cantaram o amor em show marcado por manifestações políticas. Antes de apresentar Zero, canção de seu primeiro álbum, Liniker avisou: “Essa música é dedicada a todas as afetividades. A todas as formas de amor”.

Ao longo da semana, a mensagem pró-diversidade foi ofuscada por uma liminar da Justiça Federal do Distrito Federal que suspende uma importante determinação do Conselho Federal de Psicologia. Segundo ela, os profissionais da área não devem disseminar terapias com o intuito de reverter a orientação homoafetiva de seus pacientes. Especialistas do CFP e da OAB-RJ se manifestaram contra a decisão.

O tom politizado não é novidade para o Rock in Rio. Assim como a celebração pela redemocratização marcou o primeiro festival, em 1985, a edição de 2017 tem evidenciado o espírito crítico da sociedade brasileira em relação à situação política e social do país. Música e questionamento, afinal, têm tudo a ver.

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