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Razões para acreditar

Nesta segunda (10), São Paulo teve seu maior volume de chuvas em 24 horas no mês de fevereiro em quase 40 anos. Vias foram interditadas, houve desabamentos e a destruição de centenas de lares. Mas em meio a água que enchia as ruas, também houve quem mostrasse, em meio a uma sociedade polarizada, gestos de solidariedade.

Uma dessas pessoas foi o motociclista WIlliam, que resgatou uma mulher e um taxista que tiveram seus carros tomados pela água em plena Marginal Tietê. Outro que deu um exemplo de solidariedade foi o motoboy Marco. Ele resolveu ajudar distribuindo uma porção de lanches para os motoristas que estavam há horas parados na estrada.

A solidariedade veio também de outros profissionais. Sem se preocupar com o script, durante uma entrada ao vivo na TV, um repórter abandonou a transmissão para ajudar um idoso que tinha tido seu carro danificado pela chuvas.

Entre os vários gestos solidários houve ainda o de um grupo de educadores e pais que se mobilizou para arrecadar doações para os atingidos por chuva e até pessoas que ofereceram a própria casa como ponto de abrigo. Foi o caso da auxiliar de embalagem Joyce Alves Veneziano, que acolheu cerca 20 pessoas.

Até os coworkings entraram na rede de solidariedade e abriram as portas gratuitamente para as pessoas que não tiveram como se deslocar até o trabalho.

As consequências da chuva assustam. Hoje, o número de mortos já chega a sete, com mais de 500 pessoas desalojadas e cerca de 142 desabrigadas, mas cada uma dessas histórias faz com que ainda seja possível acreditar que dias melhores virão. 

O desejo que fica é que o espírito de solidariedade não torne a aparecer apenas em meio a tragédias, mas também no nosso cotidiano. Só desta forma teremos cada vez mais razões para acreditar.

Cause

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