Proteger uma de nossas maiores riquezas naturais é a causa da semana

Seca no Distrito Federal em 2017: Barragem de Santa Maria apresenta nível baixo de água (Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Lideranças de 175 países se reuniram esta semana em Brasília para falar de um recurso indispensável — mas que ainda não recebe a atenção que deveria: a água.

Na quinta-feira, a ONU lançou durante o Fórum Mundial da Água, estudo sobre desenvolvimento dos recursos hídricos. A proposta é que o documento seja um pacto decisivo na conscientização sobre a importância do manejo do recurso.

O lançamento aconteceu no Dia Mundial da Água em referência ao qual elegemos o Uso Consciente da Água como a Causa da Semana.

Há um bilhão de pessoas ao redor do mundo sem acesso suficiente para o abastecimento mínimo diário próximo de casa.

No Brasil, detentor de mais de 10% da água doce do planeta, uma em cada seis cidades corre risco hídrico, a exemplo da seca no Distrito Federal em 2017. Durante o Fórum, um episódio simbolizou bem nossa trabalhada em administrar esse recurso: participantes sofreram com a falta de água nos bebedouros.

Em atividade aberta durante o Fórum, quatro entidades, entre elas o Instituto Ethos e a ONG Conectas, entregaram ao relator especial da ONU para água e saneamento, Leo Heller, um documento que denuncia a dificuldade de o Brasil estabelecer o acesso a água como um direito humano.

O diretor do Ministério da Água do Marrocos, Abdeslam Ziyad, falou sobre a importância de aprender com a escassez e do planejamento do setor público.

“Não são apenas obras. Existe um planejamento antecipado para orientar a sociedade civil sobre o uso da água. Empresas e cidadãos pagam tarifas altas se desperdiçam”, avaliou.

Até 2030, estima-se que 47% da população mundial viverá em condições de alto estresse hídrico. Reverter essa situação, além de ser um compromisso global urgente, passará pela conscientização de todos, governos, empresas e população.

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