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O Brasil resiste

Deslizamentos, enchentes, secas, mudanças no clima, em políticas econômicas e sociais. Nos últimos anos, temos enfrentado vários desafios. Após a tragédia de Brumadinho, dos desabamentos de prédios e de queimadas históricas na Amazônia, precisamos nos perguntar: estamos construindo cidades mais resilientes? Tudo leva a crer que não. 

Ano após ano, nos vemos reféns dos mesmos problemas. Testemunhamos a baixa participação da sociedade no planejamento de seu próprio espaço e a incapacidade do governo de fiscalizar, fornecer recursos financeiros, físicos e humanos para evitar que novas tragédias ocorram.

O gasto do governo federal com prevenção de desastres, por exemplo, é o menor em 11 anos, economia pela qual acabamos pagando caro. Apenas o descaso com enchentes no Brasil matou 2,5 mil pessoas em vinte anos. O Rio de Janeiro acumula o maior número de vítimas, com 1,5 mil pessoas que perderam a vida por causa de deslizamentos, tempestades e inundações nesse período.

Construir e viver em uma cidade resiliente não se trata apenas de conseguir evitar tragédias ou reerguer construções, isso é o básico, mas de ter acesso a qualidade de vida, segurança, sustentabilidade e inclusão.  

A redução de riscos de desastres tem influência direta na diminuição das desigualdades que permeiam o país, beneficia a geração de empregos, gera oportunidades comerciais, promove a igualdade social e ainda atua nas melhorias das políticas de saúde e de educação. O ganho é para todos, mas, para isso acontecer, precisamos de uma nova mentalidade coletiva, que enquanto não ocorre, faz com que o Brasil perca seu maior patrimônio: a vida, e com ela, sempre uma parte das oportunidades e da história do país.

Cause

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