Na semana em que a Lei Maria da Penha completa 12 anos, ainda precisamos falar de violência contra a mulher

Violência contra a mulher: imagens da câmera de segurança do prédio mostram os momentos que antecederam a sua morte (Crédito: Reprodução G1)

Na quarta-feira (8), a Justiça do Paraná aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MPPR) contra Luis Felipe Manvailer, principal suspeito da morte da advogada Tatiane Spitzner, que era sua esposa.

O caso causou indignação e retomou o debate sobre a importância do COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. Essa é a Causa da Semana.

Imagens do circuito interno do prédio em que Tatiana morava com o marido mostram as agressões sofridas antes de sua morte.

A discussão sobre o nível de violência chamaram a atenção na semana em que a Lei Maria da Penha completou 12 anos.

Desde que a lei está em vigor, os casos de feminicídio aumentaram em 6,4% de acordo com o Mapa da Violência. Só no primeiro semestre de 2018, a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180, registrou quase 73 mil denúncias de casos de abuso.

No dia do aniversário da Lei Maria da Penha, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, reiterou o óbvio: casos de violência contra a mulher não podem ficar escondidos atrás de argumentos frágeis como dependência afetiva ou excesso de amor.

“Isto é relação de poder, só isso”, declarou.

Sendo o Brasil o quinto país que mais mata mulheres, talvez precisemos ir além das leis.

O aumento do número de denúncias ajudou a jogar luz a um problema grave da nossa sociedade – e é provável que isso tenha a ver, inclusive, com o avanço na lei. Agora é hora de dar mais um passo e investir em educação.

Mais do que deixar as pessoas cientes em relação a esses casos, está na hora de garantir que episódios como o da advogada Tatiana parem de acontecer. Um primeiro passo é entender que, em briga de marido e mulher, é nosso dever meter a colher.

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