Intolerância com quem busca uma vida melhor ainda é problema mundial


Na semana em que se celebrou o dia internacional da migração (18) e também a assinatura do pacto global para facilitar o deslocamento de refugiados, notícias ao redor do mundo demonstram que a intolerância ainda paira sobre o fenômeno migratório.

Por isso, a #CausaDaSemana é pelo #DireitoDeMigrar

Entre as notícias que mais repercutiram estão a renúncia do Primeiro-ministro da Bélgica, que deixou o comando do país depois dos protestos contra a assinatura do pacto da ONU.

No Brasil, o governo federal eleito avisou que o  país  irá revogar a assinatura do acordo.

O pacto global de imigração foi aprovado por 181 países e busca aumentar a autossuficiência dos refugiados, para facilitar o retorno da população em segurança a seus países de origem.

O documento surge num momento em que a  xenofobia só cresce. As denúncias de intolerância bateram recorde este ano em Portugal e quem mais denunciou foram os brasileiros.

Por falar em Brasil, há mais gente saindo do que entrando no país. Atualmente são 1,6 milhão de pessoas que decidiram tentar a sorte em outro lugar.

Também nesta semana, para tentar conter a imigração ilegal para o país, os Estados Unidos anunciou que irá  investir cerca de 10,6 bilhões de dólares no desenvolvimento da América Central e do México.

Na Hungria, o problema é outro. O país (em especial a capital, Budapeste) tem vivenciado  grandes protestos por conta de uma nova política trabalhista que, segundo o governo, visa conter a escassez de mão-de-obra.

O problema se intensificou por conta de políticas duras anti-imigração.

Segundo a Organização Internacional de Migração, quase 3,4 mil migrantes e refugiados morreram em todo o mundo em 2018 em suas travessias.  Boa parte deles tentando chegar à Europa pelo mar.

O tema de migração foi recentemente lembrado nos cinemas. O documentário Zaatari – Memórias do Labirinto, que fala sobre o maior campo de refugiados derivado da guerra da Síria, participou do Festival É Tudo Verdade.

 

Os fluxos migratórios são os grandes responsáveis pelo avanço de muitos países cujas economias se construíram com base na mescla de culturas.

É inevitável que, no mundo sem fronteiras em que vivemos, a desigualdade leve grupos de pessoas a tentar uma vida melhor em outros lugares.

Para honrar nosso passado e reconhecer o papel dos migrantes no desenvolvimento social, cultural e econômico, precisamos encarar essa questão de frente. É salutar, também, que os governos se preparem para receber fluxos cada vez mais intensos, uma vez que a geopolítica mundial produziu um grau de desigualdade difícil de negar.

Ninguém deveria ser condenado a viver em condições precárias simplesmente por nascer onde nasceu.

Só assim enxergaremos as migrações pelo seu viés mais positivo:  uma oportunidade de encontrar dignidade, salvar vidas e enriquecer nossa convivência.

Cause

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