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Em defesa do bem

Veículo: Página 22

O Brasil acaba de ganhar sua primeira empresa dedicada à “defesa de causas” – ou issue advocacy, na linguagem do ramo. Chamada “Cause”, a agência trabalhará com a mobilização da opinião pública por meio de campanhas sobre temas ligados a direitos humanos e das minorias, novos modelos de desenvolvimento e fortalecimento da democracia. Um exemplo dessas campanhas que já acontece no País é o Outubro Rosa, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

“Todos os países de democracia consolidada possuem agências que regulam as defesas de causas. No Brasil, ainda não havia”, diz Leandro Machado, um dos fundadores da empresa precursora. Ao seu lado está Rodolfo Guttilla, com quem trabalhou na Natura na área Assuntos Corporativos e Relações Governamentais.

A Cause operará com quatro etapas: a primeira é o estudo profundo sobre a causa do cliente a ser promovida, por meio de pesquisas de opinião, levantamento de histórico e dados. Em seguida, a agência identifica os atores envolvidos na causa que seriam alvos potenciais da campanha. No caso de uma ação pelo direito das crianças, por exemplo, seriam os pais, educadores, a mídia especializada e até mesmo o Ministério da Educação. Em seguida, a agência define a campanha com linguagem e formato que sensibilizarão mais facilmente os atores. Podem ser vídeos na internet, texto, releases para a imprensa, entre outros recursos.

Tudo isso pode culminar em uma estratégia para mudar a legislação. Em função dessa etapa, a atividade de “defesa de causas” é confundida com lobby. “Mas o lobby é só uma das possibilidades de atuação. O issue advocacy lida com a comunicação e a conscientização. E isso pode culminar na mudança da lei”, explica Machado.

Alguns temas já têm sua lei definida, mas ainda não estão inseridos na opinião pública e, por isso, falta engajamento. Um exemplo, segundo Machado, é a Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

Em andamento, a dupla adianta que estão em campanhas pela educação de qualidade, direito das crianças, biodiversidade e empreendedorismo de vanguarda.

Por Thaís Herrero

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