Elas são a prova de que ainda é preciso combater o machismo

A pré-candidata à presidência Manuela D’Ávila e a jornalista da Globo Júlia Guimarães foram alvos de episódios machistas nos últimos dias

Nos últimos dias, episódios envolvendo a pré-candidata à presidência da República Manuela D´Ávila e a repórter Júlia Guimarães, da Globo, causaram indignação ao romper todas as barreiras do desrespeito às mulheres.

Por isso, elegemos COMBATE AO MACHISMO como Causa da Semana.

Na segunda-feira (25), a pré-candidata ao Planalto pelo PC do B participou do programa de entrevistas Roda Viva (TV Cultura).

Temas polêmicos como aborto, estupro e violência contra a população LGBT foram abordados durante a entrevista.

Mas o que chamou a atenção dos telespectadores foram as interrupções à fala da pré-candidata – segundo levantamento da Folha de S. Paulo, foram pelo menos 40.

Infelizmente, o caso não é uma exceção.

No domingo (24), a repórter da Globo Júlia Guimarães, que está cobrindo a Copa do Mundo, foi assediada por um torcedor russo em Ecaterimburgo, na Rússia, enquanto se preparava para entrar ao vivo no programa Esporte Espetacular.

ABSURDO! Repórter da Rede Globo é assediada na Rússia: dá bronca e pede respeito. http://bit.ly/2lxj1Lk

Posted by Gazeta do Povo on Sunday, June 24, 2018

 

“Eu nunca passei por isso no Brasil. Mas que fique bem claro que é por sorte mesmo, porque acontece muito”, disse Júlia em entrevista ao Globo Esporte.

No dia 19, a repórter russa Barbara Gerneza, que fazia a cobertura da Copa para o IG Esporte, foi cercada por um grupo de brasileiros que cantavam uma música machista e pediam que a jornalista repetisse.

Os torcedores brasileiros também fizeram feio em outra série de vídeos que não merecem mais repercussão, mas que você com certeza já viu por aí.

Os episódios causaram indignação. Nas redes sociais, além de manifestações de grupos feministas, artistas e políticos demonstraram apoio em relação às profissionais.

Os casos evidenciaram que esse tipo de violência, mais do que dignos de repúdio, são regra do jogo em diferentes profissões.

Não deveria ser assim – e é passado o momento de que toda a sociedade repudie esse tipo de de atitude. Não há o que relativizar.

Mais do que pedir respeito é preciso lutar por maior diversidade em todos os setores para que, como escreveram as jornalistas Júlia Guimarães e Amanda Kestelman, a “representatividade seja motivo de orgulho e reflexão“, e não mais de estranhamento e hostilidade. 

 

Cause

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