E agora, para onde vamos?


Na mesma semana em que o Congresso
aprovou em votação de 1º turno a Reforma da Previdência, com discussões sobre possibilidades de tornar o futuro do país mais sustentável e justo, também retrocedemos ao nos deparar com um possível aumento do Fundo Eleitoral.

Diante dos debates sobre quais caminhos o país deve trilhar, elegemos a importância do USO RACIONAL DO DINHEIRO PÚBLICO como a #CausaDaSemana.

Em meio à polarização da sociedade, a votação da Reforma da Previdência deixou a sensação de uma divisão ainda mais clara no país, pois as visões sobre o modelo ideal de reforma são muito distintas.

Se por um lado alguns enxergam a medida como algo inevitável, com base em argumentos como o envelhecimento da população e a taxa crescente de trabalhadores inativos, por outro, há quem pense que ela pode levar o país rumo ao aumento da desigualdade já existente, prejudicando as pessoas menos favorecidas.

Enquanto isso, a renda do trabalhador mais pobre segue em queda, e aqueles considerados “ricos” já ganham mais do que no período pré-crise, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. 

Paralelamente à discussão de onde e como economizar, o deputado Cacá Leão (PP-BA), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que estabelece quais serão as metas e prioridades do governo para o ano seguinte, propôs um aumento de R$ 2 bilhões no Fundo Eleitoral. Se o acréscimo for aprovado, a renda destinada ao financiamento público de campanhas pode chegar a R$ 3,7 bilhões para as eleições municipais do ano que vem.

A iniciativa vai na contramão do discurso pela diminuição dos gastos, um dos argumentos utilizados anos atrás para a extinção do financiamento de campanhas eleitorais feito por empresas. 

Para especialistas, o motivo pelo qual os parlamentares defendem o aumento da verba é óbvio: sem o investimento público, as chances de se elegerem ficam comprometidas. Com isso, retrocedemos mais uma vez. 

Para nenhuma das discussões há uma solução única. Se aprendemos alguma coisa com os movimentos que tomaram as ruas nos últimos anos é que o diálogo e a escuta são sempre os melhores caminhos. 

Cabe a nós estarmos atentos às condutas dos nossos representantes, para que na hora de tomarem as decisões pelo país continuem ouvindo os anseios da população, sem desviarem do compromisso de construir uma sociedade mais justa e igual para todos.

Cause

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