As mulheres estão presentes nesse campo — mas ainda há muita discriminação a se combater

Esta semana começaram a ser distribuídos os prêmios Nobel de 2018.

A cientista canadense Donna Strickland dividirá o Nobel de Fìsica ao lado de Gérard Mourou e Arthur Ashkin pela contribuição ao campo da tecnologia de aplicação de lasers.

Mas, além da conquista notável, Strickland fez história por mais uma razão: ela é a primeira mulher em 55 anos a receber o Nobel de Física — e a terceira desde que a origem da premiação, em 1901.

Para falar sobre o porquê disso, elegemos Mulheres na Ciência.

A nomeação de Strickland se tornou ainda mais simbólica porque na semana anterior um colaborador sênior do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) disse em uma palestra que mulheres são bem-vindas ao mundo da ciência — desde que provem antes, por exemplo, ganhando um prêmio Nobel.

Ele também afirmou que os homens sofrem discriminação na área e que eles realmente são melhores do que as mulheres.

O CERN se manifestou contra as opiniões do professor e o afastou de todas as atividades relacionadas ao centro.

Essa é apenas uma amostra da diferença de gênero que persiste na ciência.

O reconhecimento dado a Strickland é um marco importante na quebra dessas barreiras. Mas o fato de que, até ganhar o Nobel, a canadense não tinha sequer uma página na Wikipédia — um dos editores da plataforma considerou que ela não era notável o suficiente  para isso — mostra que ainda há um longo caminho até que essas profissionais deixem de ser subestimadas.

Já há algumas iniciativas comprometidas com essa causa: o “Meninas Com Ciência”, por exemplo, realizado por pesquisadoras, busca apresentar as diferentes áreas da ciência para garotas de 10 a 14 anos e despertar nelas o gosto pelo tema.

Projetos assim podem ser importantes passos para que a sociedade deixe de achar que bonecas são para meninas e carrinhos e viodeogames para meninos.   

Cause

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