A situação atual do trabalho – e o enorme desafio que temos pela frente

Era para ser uma boa notícia, mas não foi.

Na quinta-feira, 30, o IBGE divulgou que o Brasil fechou o segundo trimestre de 2018 com 12,9 milhões de pessoas desempregadas – uma queda de 4,1% em relação ao trimestre anterior.

A tendência de melhora, no entanto, esbarra num detalhe importante. O número de desalentados, que é como o IBGE chama os brasileiros sem emprego que desistiram de buscar trabalho, atingiu o número recorde de 4,8 milhões de brasileiros.

O contingente de brasileiros sem esperança de achar uma ocupação faz o índice de desemprego parecer menor.

Diante disso, elegemos o ESTÍMULO AO EMPREGO como a Causa da Semana.

Numa leitura mais profunda dos dados do IBGE, fica claro que o problema é maior em grupos específicos, como o de jovens, mulheres e negros.

Entre pessoas de 18 a 24 anos, o desemprego é de 26,6%. Na separação por sexo, o desemprego afeta 14,2% das mulheres em idade ativa – ante 11% dos homens. QUando o recorte é racial, o desemprego entre negros é de 15%.

Diante desse quadro – e considerando que estamos em um momento de definição política no país –, é urgente que a sociedade civil precisa cobrar dos postulantes aos cargos públicos políticas claras e incentivo ao emprego.

As soluções devem ser pensadas para o longo prazo – equilibrando artifícios momentâneos, como o do incentivo ao consumo das famílias, com estratégias de melhoria da mão de obra e de aumento da produtividade.

Momentos de crise econômica são sempre traumáticos – sobretudo para quem, como mostram os números do IBGE, está desalentada com o futuro do trabalho. Cabe a todos nós observar com atenção o que está sendo proposto para resolver um problema tão nefasto.

Cause

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