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A paralisia e o declínio do gigante

O Brasil é o 2º país com a maior concentração de renda do mundo. Neste quesito, ficamos atrás apenas do Catar. No ranking geral, ocupamos a 79ª posição, entre 189 países avaliados no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU. Lançados nesta segunda-feira, os dados mostram o crescimento de um milésimo em relação ao ano anterior. 

Numericamente, as informações reveladas podem ser entendidas como uma leve evolução, mas refletem um verdadeiro atraso ao observarmos a realidade do país.

Levando em consideração o valor ajustado às distorções sociais das nações, o Brasil apresentou uma queda de 23 posições. Neste ritmo, mesmo com os pequenos avanços, vamos nos tornando, mais uma vez, retardatários. 

No país em que quase um terço de todas as riquezas brasileiras está nas mãos de 1% da faixa populacional, é fácil enxergar as lacunas, mas ainda é difícil admitir que não há nenhuma salvação em vista. 

O índice relacionado à educação permanece estagnado há anos. O número de trancamentos das universidades é maior do que o de formaturas, e as crianças, durante os primeiros anos de vida escolar – e também nos subsequentes – continuam com grandes dificuldades de aprendizado.

O problema é que, sem uma evolução educacional, privamos milhares de jovens de terem perspectivas quanto a um futuro mais promissor.  A estagnação deles ameaça o desenvolvimento econômico, produtividade, geração de empregos e saúde.

Não é admissível que tratemos com normalidade ou conformismo os resultados apresentados pelo IDH. Eles precisam servir também para uma profunda reflexão sobre os caminhos que queremos trilhar como nação. 

É urgente um plano de nação que vá além dos quatro anos de qualquer mandato. Enquanto persistirmos em criar novas gerações dentro dos padrões de  desigualdades, intensificando e contribuindo ainda mais essas lacunas, corremos um grande risco de fazer parte, no futuro, de um país do qual não iremos nos orgulhar.

Cause

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