A ascensão delas é a melhor notícia que você vai ler esta semana

Os últimos dias trouxeram um sopro de esperança para aqueles que acreditam e lutam por mais diversidade na política.

Nesta semana, Chicago elegeu como prefeita a advogada Lori Lightfoot, que será a primeira mulher negra e homossexual a liderar a terceira maior cidade americana.

Na Europa, a Eslováquia elegeu como presidente a liberal Zuzana Caputova. A eleição de uma mulher divorciada, mãe de duas filhas, pró-escolha e simpática às pautas de minorias foi destacada pela imprensa internacional como um ponto fora da curva.

Países próximos, como Áustria, Hungria e Polônia são hoje governados por políticos nacionalistas e de ideias próximas à extrema-direita.

O Brasil também tem motivos para celebrar, com o lançamento de uma Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, liderada por Joênia Wapichana, a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Em razão desses avanços, nossa #CausaDaSemana é sobre a importância e as dificuldades que ainda existem para alcançarmos uma maior #DiversidadeNaPolítica.

A eleição de Lori Lightfoot traz expectativas animadoras. Uma pesquisa realizada pela NBC e o Wall Street Journal mostra que quase 70% dos americanos se declaram confortáveis com um candidato abertamente homossexual.

A mudança já podia ser sentida no ano passado, quando mais de 400 candidatos abertamente LGBT+, concorreram para os níveis federais, estaduais e locais nas eleições americanas.

Mas nem tudo são boas notícias.

Na Nigéria, a maior democracia africana, que já tinha um dos índices mais baixos do mundo de mulheres no parlamento, conseguiu retroceder ainda mais sua representatividade feminina após as últimas eleições.

Até na política alemã, que possui uma mulher no comando do país há 13 anos, ainda tem um longo caminho a percorrer. Apenas 5 dos 16 conselhos estaduais do país são liderados por elas.

A diversidade política tem aumentado muito nos últimos anos para diversos grupos que historicamente nunca tiveram uma voz ativa. Isso merece ser comemorado – mas é inegável também que ainda há um longo caminho a percorrer.

É necessário que a sociedade siga cobrando das autoridades o direito de se fazer ouvida e representada, até que todos possam se sentir seguros em sua própria pele e a política possa ser, de fato, um instrumento de mudança e justiça para todos, como não deve deixar de ser.

Cause

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