8 líderes da nova geração que estão abraçando causas pelo mundo


Na edição da última sexta-feira, dia 17, a revista americana TIME, elegeu os nomes mais influentes da nova geração. Entre os jovens estão uma ativista sueca que luta pela proteção do meio ambiente, uma adolescente que luta contra o machismo no mundo gamer e um brasileiro que defende pautas LGBT+ e o combate à violência policial.

Selecionamos 8 desses jovens para mostrar o potencial das causas na transformação da sociedade. Confira:

Tessa Thompson

A atriz americana Tessa Thompson já teve vários papéis em Hollywood, mas de uns tempos para cá seus personagens parecem estar cada vez mais focados em mudar os scripts da indústria cinematográfica.

Isso porque Tessa é uma mulher queer, negra, com origens latinas e pivô de discussões importantes sobre representatividade das minorias no cinema, principalmente depois de viver a super-heroína bissexual Valkyrie, do filme Thor: Ragnarok.

Mas o ativismo da atriz não fica apenas nas telas. Ela também é uma das vozes do movimento Time’s Up, que luta pelo fim do assédio sexual e por mais diversidade em Hollywood. Esteve à frente, por exemplo, do “Desafio dos 4%“, lançado no começo deste ano e que incentiva mulheres a entrarem no meio cinematográfico, já que apenas 4% dos filmes, entre as maiores bilheterias dos últimos 10 anos, foram dirigidos por elas.

Tunde Wey

O chefe nigeriano Tunde Wey entrou para a lista da TIME por sua maneira de usar a comida como um meio de combater a desigualdade social nos Estados Unidos.

Entre as iniciativas criadas por ele está o projeto Marriage Trumps All, que promoveu uma série de jantares para imigrantes e cidadãos americanos, que não se conheciam entre si, buscando chamar atenção para o endurecimento das leis de imigração do governo.

Outra empreitada de Tunde foi a criação de uma barraca de comidas que favorece pessoas negras em sua maneira de precificar os alimentos, cobrando mais de pessoas brancas como uma forma de reparar danos históricos causados pela escravidão e a discriminação racial.

O nigeriano já tem um novo projeto em vista: a empresa BabyZoos, que vai vender uma espécie de purê de maçã para ajudar a combater a mortalidade infantil negra na cidade de Kalamazoo, no estado de Michigan.

Ramla Ali

Nascida na Somália, Ali é a primeira mulher muçulmana a ganhar um título de boxe inglês. Mas o caminho para chegar até o pódio não foi fácil, sendo reconhecida pela TIME como um exemplo de superação e perseverança.

A mudança da boxeadora para Londres ocorreu ainda na infância, depois do início da guerra civil na Somália, nos anos 90, e a morte de seu irmão mais velho após ser atingido por uma granada perdida. Na escola, Ali ainda foi vítima de bullying por causa de seu peso, o que tornou sua adaptação ao novo país ainda mais difícil.

Tudo isso não a impediu de perseguir seus sonhos. Hoje a atleta se prepara para as Olimpíadas de Tokyo, em 2020, e, caso se qualifique, será a primeira boxeadora a representar a Somália na história da competição.

Greta Thumberg

Não faltam motivos para Greta Thumberg ser considerada uma líder da nova geração. A ativista de 16 anos começou seu movimento pelo combate às mudanças climáticas com protestos solitários na frente do Parlamento Sueco, no ano passado, e logo ganhou visibilidade mundial.

Greta já soma no currículo uma indicação ao Nobel, uma participação no Fórum Econômico Mundial e a liderança de uma greve global pelo clima realizada no começo deste ano. O evento reuniu mais de 1,6 milhão de pessoas, em 133 países, para chamar a atenção das autoridades para a degradação do meio ambiente.

Ethan Lindenberger

O sarampo foi eliminado nos EUA em 2000, mas desde janeiro deste ano mais de 700 casos já foram relatados no país. O surto, segundo especialistas, é uma consequência do movimento antivacina, que tem se espalhado por diversas partes do mundo nos últimos anos. Mas há quem lute contra as teorias da conspiração que envolvem o assunto, uma delas é o estudante Ethan Lindenberger.

O jovem de 18 anos vive no estado de Ohio, e atraiu a atenção da mídia depois de pedir ajuda em um fórum na internet, onde publicava dúvidas sobre a imunização tardia e relatos sobre sua vontade de ser vacinado mesmo contra o desejo da mãe, que acredita que a vacina é responsável por danos cerebrais e quadros de autismo.

Ethan recebeu milhares de mensagens de apoio e, desde então, se transformou em uma voz importante do movimento pró-vacina, ajudando no combate às notícias falsas envolvendo imunização.

O combate ao movimento antivacina no mundo está entre as Causas para se Observar em 2019, e-book lançado pela CAUSE no começo deste ano.

Kim Geguri

A gamer sul-coreana, de apenas 19 anos, entrou para a lista da TIME por ajudar a “combater o preconceito de gênero nos videogames”.

Kim Geguri é a primeira e única mulher até agora a entrar para Overwatch League, liga profissional de esportes eletrônicos.

Em sua curta carreira, a jovem já passou por diversas situações que refletem o machismo no mundo dos games. A de maior repercussão aconteceu em 2016, quando foi acusada de utilizar programas para melhorar seu desempenho durante as partidas e teve que provar, ao vivo, que sua performance não tinha ajuda de nenhum software.

Dina El Wedidi

A cantora egípcia foi descrita pela TIME como uma “voz da esperança“, pois uma de suas canções ficou conhecida por captar o clima dos protestos da Primavera Árabe, ao incentivar os jovens a seguirem seus sonhos e continuarem a ter esperança em meio a um regime ditatorial.

Depois do sucesso da canção, Dina já se envolveu em diversos outros projetos para levar a cultura árabe para o mundo. Exemplo disso é sua participação no The Nile Project, ação que envolve diversos artistas, ao longo da rota do rio africano, na luta pela preservação de recursos hídricos.

David Miranda

O deputado brasileiro David Miranda também apareceu na lista. A TIME o descreveu como um “político negro e gay que está enfrentando um governo de direita” no país. Ele assumiu o cargo após Jean Wyllys deixar o Brasil por conta de ameaças de morte.

A publicação lembra a amizade entre David e Marielle Franco e destaca o envolvimento do político em projetos contra a corrupção, o combate à violência policial e a defesa de direitos LGBT+.

Cause

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