3 minorias estão em alerta – e todos deveríamos nos preocupar com isso

A primeira semana do novo governo acendeu um sinal de alerta para as comunidades mais vulneráveis do país.

A absorção de secretarias ligadas a grupos minoritários por outras pastas e declarações controversas de autoridades também geraram um intenso debate sobre os rumos do novo governo.

Por isso a #CausaDaSemana é pela #ExpansãoDosDireitosHumanos.

A primeira medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro causou debate. A MP 870/19 retirou da política de Direitos Humanos todas as ações destinadas à garantia de direitos do grupo LGBT+.

No entanto, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, negou que a comunidade LGBT+ terá menos espaço durante o governo.

Mas essa não foi a única polêmica a envolver a ministra. Uma declaração de Damares afirmando que  “meninos usam azul e meninas usam rosa” teve grande repercussão nas redes sociais.

As reações vieram, inclusive, de marcas e organizações privadas.

A questão indígena também esteve na pauta do novo governo, que retirou a atribuição de demarcação de terras indígenas da Funai (Fundação Nacional do Índio), movendo-a para o Ministério da Agricultura.

Vale ressaltar que os conflitos no campo foram responsáveis por cerca de 24 assassinatos ocorridos em 2018, 5 delas de indígenas e quilombolas.

Nos últimos dias do ano passado, foram registradas invasões em terras indígenas no Pará.

Durante a semana também houve incentivo à inclusão, com o discurso inédito da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, na posse do presidente, em Língua Brasileira de Sinais. Mas a repercussão da ação positiva não durou muito tempo.

No dia seguinte, o novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, desmontou a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, que cuidava, entre outros assuntos, da educação de pessoas surdas.

Em meio a uma semana cheia de decisões controversas e a perda contínua de relevância dentro do governo, é necessário lembrar que os esforços de todos não devem acontecer apenas pela manutenção dos direitos humanos, mas também por sua expansão, sempre em busca de um mundo mais acolhedor para todos.

Cause

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